18 de fevereiro de 2011

“Cisne Negro”



Fui ver o filme "Cisne Negro", antes como sempre tentei informar-me sobre o filme, para não ser uma perca de tempo e dinheiro. Recorri a alguns sites de referência, mas infelizmente ainda não havia informação disponível, a comercial e técnica como ilustra a hiperligação.


O filme tem classificação para maiores de 16 anos

O cisne negro é um filme perturbador pelas cenas explícitas de sexo individual, lésbico e outras, pela violência que molestam por ser mantido em todo o filme um clima de suspense e suspeição de thriller psicológico, surgindo imagens inesperadas.

Resumindo, para quem quiser divertir-se ou simplesmente descontrair, o filme não serve! Até é um pouco deprimente.

Para quem gosta de reflectir, o filme é parco em ideias e muito confuso, misturando a imaginação com a realidade e, salvo melhor opinião, tem um argumento inconsistente.

A ideia quase única do filme é de que o afã por atingir a perfeição não pode ser uma obstinação. No caso das bailarinas é crucial a concentração na técnica, mas não em exclusivo, esta deve ser conjugada com o gozar o momento da exibição, levando a descontracção à graciosidade de movimentos.

Mas, o filme vai mais longe que isso. Confunde o ser primeira bailarina e o desempenho perfeito do papel com a necessidade da prática de actividade sexual e de favorecimentos por essa via. De certo modo, o filme promove comportamentos desviantes como a ingestão de drogas e atitudes de insurreição contra uma mãe dedicada (super protectora), transmitindo uma ideia de libertação, quando a tímida Nina (Natalie Portman) incentivada pelo Director artístico (Vicent Cassel) e pela sua colega rival Lily (Mila Kunis) se desvirtua, dispondo-se fragilmente a tudo…aí é que a escravidão se acentua e Nina (o cisne) fica presa à sua exigente busca pelo perfeccionismo no bailado e ao seu distúrbio neurótico.

Este filme de Darren Aronofsky, candidato a 4 Óscares*, é baseado e tem como banda sonora o célebre e magnífico balé dramático “O Lago dos Cisnes” do compositor russo (meu preferido) Tchaikovsky. No entanto, o IV e último acto do libreto original de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzert, bem como o sucesso da actuação foram desvirtuados, pois é o príncipe que morre de amor e a estreia no Teatro Bolshoi em Moscovo no dia 20 de Fevereiro de 1877 foi um fracasso pela má interpretação inclusive dos bailarinos, isto segundo o que li na internet.

A representação de Natalie Portman é notável, apesar da monotonia dada pelo argumento, daí que após ser considerada a melhor actriz e ter recebido o Globo de Ouro de 2011 ela é a grande candidata também para melhor actriz principal nos Óscares de 2011.
*Cinematography Matthew Libatique, Film Editing Andrew Weisblum, Best Picture Mike Medavoy, Brian Oliver and Scott Franklin, Producers.

Por agora é tudo!
 Teresa




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