23 de fevereiro de 2011

The King's Speech



O dia 23 de Fevereiro de 2011 aproxima-se e aí será a atribuição dos Óscares de 2011, os candidatos estão em cartaz, daí que não quis perder nem deixar de comentar o grande favorito a melhor filme “The King’s Speech”, um drama, para maiores de 12 anos, nomeado para 12 categorias destacando-se as de melhor: actor principal (Colin Firth), actor secundário (Geoffrey Rush), actriz secundária (Helena Bonham Carter), realizador (Tom Hooper) e argumento original (David Seidler).

Confesso que o número de nomeações me motivou fortemente a ver The King’s Speech e é espantoso concluir que é um filme com um argumento muito simples. A história do filme baseia-se em factos reais e conta-se num parágrafo, ora vejamos…The King’s Speech decorre na Inglaterra no período de iminência da 2ª Guerra Mundial, consistindo na história da preparação e ascensão ao trono inglês de Albert Frederick Arthur George (Rei George VI) que sucedeu ao seu pai o Rei George V e tomou o lugar do seu irmão mais velho que lhe cedeu a sucessão por falta de apoio político devido a ser inconciliável a sua primazia na igreja anglicana e a relação amorosa com uma mulher divorciada. O filme baseia-se essencialmente no problema de gaguez do Rei George VI (Bertie) e na assumpção do problema e no empenho dele, da sua amiga e leal mulher Elisabeth e do excêntrico terapeuta (Lionel Logue) que ela arranjou para a sua ultrapassagem. Esta relação triangular de amizade culmina com a transformação da mudez num eloquente e aplaudido discurso real de entrada de um país numa grande guerra, se é que isso é possível!

O filme é interessante, cómico, mas para quem gosta de acção e suspense é bastante parado e previsível.

Seria um filme para toda a família não fossem os palavrões variados que ajudaram o rei a soltar a língua.
 
O brilho do filme é sem dúvida a representação notável dos três candidatos aos Óscares. As expressões faciais, a linguagem corporal e os seus modos de comunicar oralmente é que prendem a atenção e tornam o filme emocionante.

Destaco também a imagem fora de portas (a fotografia de Danny Cohen) que é de uma beleza e claridade surpreendente e que se associa claramente à “foggy” Londres. Também a música enche o filme de encanto, tanto os originais de Alexandre Desplat como a clássica sétima sinfonia de Beethoven. Ambos os artistas são também candidatos a Óscares.
 
A gaguez emergente na infância de Bertie foi originada pela incúria da sua ama, o que me levou a reflectir sobre a necessidade e importância da constante vigilância por parte dos pais quer dos filhos quer daqueles a quem outorgam a responsabilidade da sua educação, visto que mesmo na realeza os perigos por vezes estão iminentes.
 

O filme também convida a reflectir sobre:

 A cumplicidade conjugal e a entreajuda imprescindíveis na realização de um casal feliz;

 A dignidade da pessoa independentemente do seu estatuto social;

 A fragilidade, o medo e os problemas que atingem até os supostamente mais fortes e poderosos;

 A beleza da simplicidade que é este filme.

Se ainda não viram,vão ver!


Teresa













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